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GAUDERIADA
Lenço













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Voce sabe o porque do lenço gaúcho, então se aprochega e leia!!!

















NÓ DE LENÇO

Em primeiro lugar, uma pergunta : de onde tirou o uso do lenço ? É sabido que na Idade Média o lenço ( algo delicado como uma " encharpe " ) tinha papel preponderante ... mas era um lenço feminino. Com ele atado no braço, elmo, ou lança, o cavaleiro andante reverenciava um amor fetichista, mais do dominio do sonho que da realidade.
Talvez os mouros, os ciganos, os andaluzes, nos tivessem mandado através do Prata essa herança colorida e bizarra. Sim, que dos luzos, índios e negros é pouco provável...
Mas o certo é que o lenço de pescoço existe no Rio Grande desde que sem tem noticia de gaúchos, como em Saint-Hilaire, o velho e nunca manuseado demais Saint-Hilaire.
Lenço de seda, franjado ou não, mas sempre de seda ( e isso, por isso, já é uma curiosidade) tem suas cores tradicionais : Preto, de luto, branco, dos "Chimangos" de 23 ., principalmente, copiado aos " blancos " do Uruguai. Encarnado, das revoluções de 93 e 23, ( e daí por diante ) dos Maragatos e Colorados, também copiados da velha Maragateria da Banda Oriental. Verde, dos "picapaus" governistas de 93, correspondentes aos futuros " Chimangos " brancos. Também houve 3 confecções de lenço especiais para o soldados farroupilhas, algo que fosse como um uniforme simbólico: duas confecções nos Estados Unidos e uma na França, mas como chegaram tarde os farrapos não os usaram na Guerra, mas na Paz, como lembrança de uma era gloriosa e sangrenta de nossa história. Os museus ainda guardam exemplares autênticos desses lenços tricolores, onde o escudo da República Riograndense era a nota central.
Mas afora esses lenços, que têm uma razão de ser especial , outros houve, que tinham outras cores : azuis, cor-de-rosas, xadrezados, etc.
O lenço normalmente no pescoço, atado de muitas maneiras, mas em ocasiões especiais, quando essa posição poderia atrapalhar, ia para a " meia-espada ", cheio de empafia : e lembramos que os dançadores de "Chula" modernos preferem o lenço nessa posição.


Mas vamos aos nós , propriamente ditos.

NÓ FARROUPILHA Também chamado nó republicado ( da República de Piratini ) ou Nó de 35, pela mesma razão. Segundo a tradição era o ano preferido pelos revolucionários é quase um quadrado, ,dividido em quatro partes. Visto por trás é nó comum.



Nó MARAGATO ou de Assis Brasil, porque segundo a tradição era usado por esse político em suas lutas partidários, ou em seus campos. Até hoje só é dado esse nó em lenços encarnados. É o mais lindo de todos : o centro parece o nó farroupilha, mas dos lados se escapam dois braços, como de uma cruz, visto por trás é a mesma coisa.



Nó DE GINETEAR Ou de Getúlio Vargas porque era o nó usado pelo grande político de São Borja é um nó dado junto ao pescoço, o meio de banda, fazendo uma laçada de um dos lados, e as duas pontas se escapando juntas pelo outro lado. Preferido pelos domadores, por firme.

Nó DE TRÊS GALHOS Ou nó de águia também muito bonito. Quando de a cavalo seus dois braços se abrem e balançam como as asas de uma águia. Paixão Côrtes afirmou ter sido o inventor deste nó, mas o gaúcho Milton Silva, Dom Pedrito, garante que êsse já era comum em sua terra desde muito tempo. Fica uma laçada repolhuda no centro e as duas pontas se escapam abertas, uma de cada lado.



Nó DE OITO VOLTAS Vimos uma vez, apenas, esse nó usado pelo gaúcho Mário Vieira de Júlio de Castilhos, e não conseguimos aprendê-lo. É de grande beleza, mas de difícil execução. Parece um nó farroupilha duplo.

Nó COMUM Chamado jocosamente por alguém de nó de biscoito é o comumente usado pela gauchada de campanha, até hoje. Bem dado é bonito.



Nó TRIANGULAR Foi- nos ensinado pelo poeta Alfredo Costa Machado, e é como um farroupilha dividido em apenas três partes. De simples execução, é contudo muito bonito.

Nó DO PAULINHO PIRES Espécie curiosa de nó lançada entre nos pelo gaiteiro e serrorista do 35 CTG . Paulinho Pires. Parece um nó de Assis Brasil, mas é muito mais simples é um nó comum com as pontas passando de volta pelo nó central. Fica , também, muito lindo.
Pelo menos sabemos que já na Revolução Farroupilha o lenço de pescoço era folclore gaúcho de indumentária. Sim, que Saint-Hilaire poderia ter registrado um caso particular.
Hoje o gaúcho só ata o lenço no pescoço em ocasiões festivas, ou espécie de qualquer forma. Em trabalho de campo, comum, raramente.
E quem souber mais sobre o assunto, que não tivemos a pretensão de esgotar, que se chegue, no mais ....

Coleta e notas de Antônio Augusto