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GAUDERIADA
Piadas













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Rir é o melhor remédio!!! então te aprochega vivente e dê uma lida nestas piadas buenachas!!
















Piadas Gauderias!!!

















Estava o Gaudério em sua estancia trabalhando, quando olhou para o relógio e exclamou assustado!

- A las frescas! To mais atrasado que tartaruga em desfile de lebre! O fandango começa daqui a pouco, tche!!

Apressadíssimo, o gaúcho correu para a casa e no caminho falou pro guri que trabalhava na fazenda:

- Piá! Encilha ligeiro um animal pra mim que eu to loco de atrasado pro baile!

E o menino fez o que o Gaudério mandou. O gaúcho montou e se mandou correndo para chegar em tempo no baile. No caminho resolveu pegar um atalho que, diziam, tinha assombração. Mesmo assim ele não quis saber. De repente, no meio do mato, surgiu o diabo, o capeta em pessoa. O gaudério, mais branco que lenço de padre, se cagou todo:

- Coisa ruim! Por favor não me mate, tche!

- Calma gaúcho - respondeu o tristonho - Pelo contrário, vou te conceder três pedidos. Peça o que quiser.

- Ah, é assim? Pois então:

QUERO TER UM ROSTO DE GALÃ DE CINEMA,

QUE A MINHA GUAIACA FIQUE CHEIA DE DINHEIRO
E UM ORGÃO SEXUAL IGUAL AO DESTE ANIMAL QUE ESTOU MONTANDO!

- Pode ir pro baile - disse o demo - vou te atender os desejos.

E o Gaudério chegou no fandango, atiçado. Foi pro banheiro conferir o resultado dos pedidos. Primeiro olhou no espelho e tava com o rosto do Tom Cruise. Depois abriu a guaiaca e era dinheiro que não cabia mais. Finalmente baixou a calca pra conferir o terceiro pedido:

- "PIÁ DE MERDA!!! ME ENCILHOU A ÉGUA!!!"

gentileza de Glauco S. Fornari


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Lógica Gaudéria

gentileza de Luiz Emilio Duarte Speck

O peão entra num bar chique, destes com homem de brinco e mulher de cabeça raspada, vai lá para um cantinho do balcão, pede uma cachaça e fica só bombeando o movimento e bebericando sua fortinha.

Daqui a pouco senta ao lado dele uma guria com um jeito meio esquisito, pede uma vodca e puxa assunto com o índio véio.

-Tu é peão de estância mesmo?

-Eu sou. Nasci numa estância. Me criei lá. Laço, pealo e gineteio. Capo touro e cavalo. Marco o gado. Mato e carneio. Faço de tudo numa estância. Aí o gaúcho estufa o peito e começa a cantada.

E tu guriazinha bonita? Que que tu fazes na vida?

-Qualé meu! Eu sou lésbica.

-Lésbica?! Que que é isso?

-Eu gosto de mulher. Levanto pensando em mulher. Trabalho pensando em mulher. Almoço pensando em mulher. Deito pensando em mulher. Durmo sonhando com mulher. É isso. Tchau!

A mulher levanta e vai embora meio braba.

O peão fica ali. Termina a cachaça e pede outra. Fica matutando entretido com os pensamentos. Nisso senta outra gatinha ao lado dele. Ele fica meio desconfiado, mas fica na dele. Aí a guria pergunta:

-Tu és peão de estância, dos legítimos?

Ele olha bem prá ela, faz uma pausa conferindo o raciocínio, e tasca: -Pois olha, até a bem pouquinho eu era. Só que agora descobri que sou lésbica.


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O Galo Gaudêncio

gentileza de Dino Rogério

Era uma vez um fazendeiro que tinha um galinheiro com 180 galinhas e estava procurando um bom galo para produzir ovos. Um belo dia, o fazendeiro vai até o povoado, entra na agropecuária e diz para o vendedor:

- Boa tarde! Procuro um bom galo capaz de cobrir todas as minhas galinhas.

O vendedor responde:

- Quantas galinhas você tem?

- No total, 180, diz o fazendeiro.

Então o vendedor puxa uma gaiola com um galo enorme, musculoso, com a crista de pé, olhos azuis e uma tatuagem no peito dos Rolling Stones e diz para o fazendeiro:

- Leva esse aqui, o Alberto, veio do Rio de Janeiro, ele não falha.

O fazendeiro leva o galo e, no dia seguinte, pela manhã, solta o galo no galinheiro. O galo sai correndo, pega a primeira galinha, e dá duas sem tirar, pega a segunda, dá a primeira, e quando estava na segunda...cai frito. O fazendeiro olha e diz:

- O que me vendeu este vendedor filha da puta? Este galo comeu duas galinhas e capotou.

Então, pegou o galo pelo pescoço e levou-o até o vendedor e contou para ele o que aconteceu.

O vendedor se desculpou e puxou outro galo. Este era preto, de crista amarela, olhos cinzas e tênis da Nike. E diz para o fazendeiro:

- Esse daqui é o Fernando, o melhor que tenho, mandei vir especialmente de São Paulo. Dá uma olhada no trabalho dele depois me conta.

O fazendeiro volta para a fazenda com o galo e repete a manobra: o galo sai alucinado, come a primeira galinha de pé, pega a segunda e traça, na terceira ele faz o 69 e quando está bombeando a Quarta,, cai morto no meio do galinheiro. O fazendeiro, emputecido, pega o galo pelas patas, se manda para o povoado, entra porta adentro na agropecuária e diz para o vendedor:

- Escuta aqui filho de uma ronca e fusca, é o segundo galo que tu me vende e que não presta para nada. É melhor você me vender um galo decente ou vou tocar fogo nesta merda, sacou cara!!!

Então o vendedor puxou um galo de merda, pelado, sem crista nem penas, com olheiras, corcunda, com tênis Bamba de lona e uma camisa azul claro com os dizeres "Tomo chimarrão e daí?" e diz ao fazendeiro:

- Olha, é só o que me resta. O nome dele é Gaudêncio e veio para cá por engano num barco que vinha do Rio Grande do Sul.

O fazendeiro, puto da cara, leva o galo pensando:

- Que caralho vou fazer com este galo gaúcho e fodido...

Chegando na fazenda solta o Gaudêncio no galinheiro, o galo joga a camisa para um lado e sai enlouquecido comendo as 180 galinhas.

Dá uma respirada e come as 180 de novo. Sai correndo enraba o pastor alemão, ai o fazendeiro pega ele, da dois sopapos para acalmá-lo e tranca ele na gaiola.

- Porra, é um fenômeno este galo!!! Pensa o fazendeiro.

E as galinhas enlouquecidas com o Gaudêncio, que o Gaudêncio isto..., que o Gaudêncio aquilo..., e com você o que que ele fez..., e comigo ele fez tal coisa... loucura total, todas as galinhas querendo ir de muda pra Porto Alegre.

No dia seguinte solta o bicho de novo, o Gaudêncio sai levantando poeira, dá duas voltas no galinheiro faturando tudo que é buraco com penas que encontra no caminho, sai correndo e come o cachorro, o porco e duas vacas.

O fazendeiro corre atrás, pega ele pelo pescoço, dá umas chacoalhadas para acalmá-lo e joga ele na gaiola.

- Que galo filho da puta! Vai me cobrir a fazenda inteira!!!, diz o fazendeiro.

No dia seguinte, vai buscar o galo e encontra a jaula toda arrebentada...

- O Gaudêncio FUGIU!!!

Sai correndo para o galinheiro e encontra todas as galinhas de bunda para cima fumando e assobiando, lá fora o porco com o cu pro sol, as duas vacas deitadas no chão falando do Gaudêncio, o cachorro com a bunda arruinada,...e pensa:

- Ele vai comer o gado do vizinho, vão me matar!!!

Então pega o cavalo e sai procurando o Gaudêncio sem descanso, seguindo a pista deixada por ele (cabras suspirando, bodes passando Hipoglós na bunda, uma tartaruga que perdeu o casco no tranco, um touro provando lingerie, três capivaras mancando, um pônei sentado no gelo, um bambi curando as hemorróidas... até que, de repente, a distancia, vê o Gaudêncio caído no chão....

Uma cena desgarradora!!! E os abutres voando em círculos, e babando de fome.

Quando viu os abutres sobrevoando em círculos, o fazendeiro entendeu a situação:

- Nãããoooooo, Gaudêncioooooo...... Morreuuuu o Gaudênciooooo!!!

Uma vez que encontro um galo de verdade.... E no meio do lamento, cuidadosamente o Gaudêncio abre um olho, olha o fazendeiro e assinalando os abutres, pisca e diz:

- Shhhhhhhhhhhist!!!! Te acalma Tchê, que eles tão quase descendo...




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Ele lustrou as botas que ficou um espelho e foi pro baile. À primeira prenda quetirou já foi anunciando que tinha poderes:
- Tu sabia que eu posso adivinhar a cor das tuas calças?

A moça só disse "Ué!" e ele lascou: "Amarela!", acertando na bucha. A fama do adivinhão correu rápido pelo baile e as moças todas queriam dançar com o gaúcho para confirmar o fenômeno. E ele só curingando as botas e matando: azul! cor-de-rosa! verdinha!

Até que uma mocinha mais lasqueada, moderninha, resolveu tirar um sarro da cara do índio. Despiu as calças no banheiro e, na dança, desafiou:

- Então é o senhor que adivinha a cor das calças das moças? Quero ver adivinhar a minha!

A gaita roncou e dois saíram bailando, o índio já meio tonto de tanto arrodear e cuidar as botas. De repente, berrou:

- Pára a gaita, gaitero! Pára a gaita que eu quero saber quem foi que deu um talho nas minhas botas!

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Ameaça

Gaúcho gosta de Charla mas destesta dúvida, principalmente algumas delas. Este, por exemplo, chega eufórico, e logo logo vai desabar tempestade. Chama-se Antonio Mariante, usa bigode à mexicana. Ri com todos os dentes (uns seis), entra no cartório com passo firme mas alegre, e declara orgulhoso:
- Vim registrar um nascimento.
O escrivão, cioso no seu ofício, pergunta com naturalidade:
- O senhor é o pai? Espiritismo
E o nosso conterrâneo:
- Se duvidá já se estranhemo!



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Amor

Poema sobre o amor, em linguagem de gaúcho, não tem floreios nem luxo. Mas é eficiente e não deixa margem à dúvida.
"Pois o amor é um fogo
que o diabo atiça.
Entra pelo cú do olho
E sai pelo canal da piça."


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Baixinho

Entra o homenzarrão no mictório público. Abre a bombacha, tira o pau e se põe a mijar. Tem um tique nervoso, o Golias dos Pampas: pisca de segundo em segundo. A seu lado, um baixinho faz o mesmo. O gauchão reclama:
- Qual é, ô meu, tás me arremedando?
- Não senhor, é que tá me respingando nos olhos...


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Boa aparência

Bombacha, jaleco branco, chapéu pra trás, está o gaúcho no consultório do psicólogo esperando a sua vez. Trava conversa com um paciente que também está à espera, nervoso como noiva no altar.
- Que se passa contigo, patrício?
- Bá, nem te conto. Toda vez que me olho no espelho me endurece o membro. Acho que é o tal de narcisismo...
- Que nada, diz o gaúcho, observando bem o rosto do companheiro, esta eu resolvo pra ti. É que tu tem cara de buceta!...


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Cumprimento

Acostuimado somente a celebrar missas de encomendação do corpo e de sete dias, o padre José, novato ainda, e um tanto distraído, celebra o primeiro casamento de sua carreira. Faz as preces de praxe, cumprimenta os parentes dos nubentes e, como fecho de ouro, deseja aos noivos uma "morte feliz".


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Comentário

O Ananias, faceirito demais na linguagem, recebe a notícia de que a mulher do vizinho, compadre seu, morrera de repente. Vai lá com a língua engatilhada, pronto a dar os pêsames. Recebe-o o compadre, entristecido, e conta-lhe como ocorreu a tragédia. Lamentando, o Ananias, com o ar mais compungido deste mundo, lasca esta pérola:
- Pois é vizinho, uma pessoa, saudável que seja, lá um dia dá-lhe uma merda e ela vira de pentelhos pra cima...


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Dívida

Numa roda de mulheres o assunto era sobre relações íntimas com o marido. Disse uma delas que seu parceiro costumava, ao fazer a introdução, puxar o saco para trás, conseguindo mais dois centímetros. Uma das mulhres presentes, olho arregalado de entusiasmo, pegou a calculadora da bolsa e pôs-se a apertar alguns botões. Depois esclareceu à perplexa assistência:
- Mas o meu, então, ainda me deve dez centímetros!


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Desejo

De passeio em Porto Alegre, anda o xirú do Quaraí. No abrigo da praça XV implica com uma bicha que lhe dá uma cantada:
- Não amola, mariquinha! Vai tomar no teu cú
E o fresco:
- Deus te ouça..


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Espiritismo

Tempos do velho prédio dos Correios e Telégrafos, na praça da Alfândega. Mandam o gaudério Nicanor de Almeida Passos passar um telegrama à noite. Nesse tempo, fora do horário normal, o atendimento é no primeiro andar na sala de aparelhos, onde localiza-se um pequeno balcão. O Nicanor entrega o papelzinho onde está escrita a mensagem a ser transmitida. O funcionário pega-o, pôe-se à frente do aparelho e escreve na máquina o texto recebido. Nicanor, curioso, prende a atenção nos sinais morse e nos pontinhos que vão ficando na fita de papel. Trabalho concluído, o patrício, de olho arregalado e beiço inchado de admiração:
- Agora sim eu acredito em espiritismo...


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Estupro

Acusado de estupro, lá estava o réu, submetendo-se a julgamento. Entra a testemunha, um sujeito falador, sem meias nem peias, explícito demais para o caso delicado. O juiz recomendou:
- Por favor, senhor Policarpo, não vá me fazer passar vergonha e dar nomes aos bois. Vamos fazer o seguinte: o senhor procure se expressar através de sinônimos e metáforas, certo?
- Certo. Concordou o homem.
- Então vamos ao depoimento da testemunha. Sr. Policarpo do Aramado Carpim da Silva, o que o senhor presenciou exatamente na noite do ocorrido?
- Pois olhe, senhor Juiz, eu vi com esses olhos que a Terra há de comer, o réu esse aí agarrar a moça aquela lá e derrubar a dita no pasto. Pegou um sinônimo deste tamanho e meteu na pobre metáfora da mocinha...

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Esta sim, só em anedota mesmo: os catarinenses andam dizendo que são barrigas-verdes porque os gaúchos têm limo nas costas...


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Outro namoro firme na sala e o velho desconfiado.

- Escuta, tu tá namorando minha filha há dias e até agoranada. Com que intenção tu tá?

- Pois é, seu Bezerra. De momento eu não posso assumir compromisso, o senhor sabe como é, a coisa tá difícil, o dinheiro curto...

E por aí foi na cantinela mais manjada dos tempos de antanho e atuais. O velho, que por sinal era meio cata-cego dos olhos, acreditou e ficou satisfeito com a explicação.

Na volta pra casa o rapaz vinha num campo aberto, bagos estourando do arreto com a namorada, e resolveu tirar os atrasados com uma ovelha mesmo. Não achando nenhuma, se atracou num carneiro, agarrado nas guampas do bicho e dê-lhe que te dê-le.

Nisso vinha o velho descendo uma coxilha e viu a cena, bem quando o carneiro sentiu o rojão e saiu correndo com o guasca entalado atrás, ainda mais agarrado nos chifres para não cair. Mui chateado, o velho lá de trás da sua miopia:

- Ah, fiadaputa! Pra casar tu não tem dinheiro, mas pra comprar motociclo tu tem!


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O gauchão, passeando no Rio, entra num bar, acomoda-se numa mesa, chama o garçom, faz o pedido e fica se gabando:

- Olha só que bombacha, índio velho. Cento e cinquenta botão. Custou 50 mil. Tô mal de bombacha, hêin?!

O garçom ri amarelo, busca o aperitivo e na volta o gaúcho:

- Olha que bota, tchê! Toda sanfonada. Custou 40 mil. Mal de bota, hêin?!

Puto da cara, o graçom tá que não agüenta mais. Por sorte sua, um colega conhece o exibicionista e sabe coisas da família: - Chega no gaúcho, pergunta como vai a irmã dele e diz que ela é a maior piranha que você já conheceu.

Feita a sacanagem, o gaúcho continua impávido e, cofiando o bigode, brilha um pouquinho o olho e responde:

- Mas a Lindoca não puteia mais, seu. Virou freira e agora é esposa de Cristo Nosso Senhor.

E arremata: - Tô mal de cunhado, hêin?!


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Grosso, machão, entrou na sala de espera do consultório médico declarando que seria o primeiro a ser atendido - e quem não gostasse que fosse reclamar pro bispo.

Dentro do consultório, o médico tentava pela vigésima vez agarrar a enfermeira. Quando a moça saiu esbaforida porta afora com o doutor correndo atrás, de cajardo na mão, o susto na sala foi tão grande que o esculápio só souber perguntar:

- Quem é o próximo?

E o nosso machão, mui respeitoso: - Pois até nem sei, seu doutor. Chegamo tudo meio entreverado.


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O gaúcho foi a uma dessas galerias onde só tem consultório, lanchonete, escritório, entrou no elevador e mandou tocar pro oitavo andar. No saguão, olhou pra direita e pra esquerda e ficou indeciso entre os dois compridos corredores com vinte portas cada, todas com sua plaquetinha e a inscrição "Doutor Fulano, especialista nisso e naquilo", "Doutor Beltrano, atende de tal a tal hora". tantas que meio se confundiu. Andou um pouco e quando soletrou numa das placas o nome do doutor Alfredo, pensou: é aqui! E entrou.

A sala de espera vazia, foi atendido logo.

- Pois veja doutor, o meu ovo esquerdo, o meu testículo, como se diz, está inchando cada dia mais. Até tá dando na vista quando a bombacha é poco folgada. O que é que o senhor me diz, doutor?

Coçando o bigode, divertido, doutor Alfredo explicou: Alfredo urologista é na porta da frente. Eu sou causídico, formado em Direito.

O gaúcho aceitava bem a explicação, muito calmo, até que ouviu as últimas palavras:

- Mas onde que tamo que até pra bago tem que ter lado certo pra consultar?


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O gaúcho prestou grandes favores a um industrial carioca e foi convidado a passar alguns dias na mansão do milionário no Rio. Tanto recusou os convites que o carioca mandou buscá-lo em seu jatinho particular. Aí o índio não resistiu e se mandou pra cidade maravilhosa.

Saiu do aeroporto direto para uma Mercedes último tipo, todo automático,vom botão pra baixar vidro, subir antena, bar embutido, televisão, telefone, o índio babando no lenço de admiração. Quando reparou no símbolo da Mercedes na frente do carro, perguntou pro motorista para queservia aquilo e o negrão, bom gozador, inventou que era a mira do veículo. Pra mostrar na prática pra que servia, apontou um velhinho que ia atravessando a rua e falou:

- Vou acertar ele em cheio olhando pela mira.

Acelerou o carrão e quando chegou a centímetros do pedestre, desviou. Já ia dar uma gargalhada do susto que devia estar o gaúcho quando ouviu um baque no lado do carro. Olhando pra trás, viu o desgraçado do velho todo quebrado no meio da rua. E o gauchão explicando:

- Ôta, que se eu não abro a porta ele nos escapava!